14 de dezembro de 2011

Nostálgica nostalgia

Sempre fui um tanto quanto nostálgica. No final da minha infância, mesmo sendo uma criança meio pra frente por ter muitas referências adultas, eu entrei num momento drástico e dramático de medo da perda e do desconhecido. Não queria deixar de ser criança. Eu amava, com todas as minhas forças, tudo que eu fazia e podia fazer por estar naquela condição, e tinha uma assustadora consciência disso. Não fui daquelas que usava saltinho, batonzinho e saia de bolsinha, almejando e venerando outras idades e fases de vida. Eu explorava ao máximo a minha condição de criança, aproveitava a falta dos seios pra nadar sem a parte de cima do biquíni porque eu podia e amava poder. Coisas do tipo.
Sou nostálgica, sinto muitas saudades de milésimos de momentos que vivi em diversos momentos da minha vida. Sinto muita falta de lugares, viagens e pessoas que ficaram pra trás, que passaram por mim e pararam no tempo (pra mim). E eu choro. Aquilo me toca tão profundamente que chega a ser inenarrável, dói.
Mas engraçado, me dei conta disso agora. Sabia que eu era, mas não sabia o quanto. Não havia me dado conta! Hoje percebi que me entrego absolutamente ao que (ou quem) me cativa. Sou ligada à pessoas, lugares e momentos como quem tivesse um cordão umbilical. Isso é legal e bonito pela pureza e sinceridade da coisa, da partilha, da entrega, do meu amor ao que eu amo, mas, em contrapartida sofro além do normal na hora da perda.

Engraçado. Me inspirei a escrever este post pelo buraco que criei em mim na falta de certos momentos, lugares e pessoas que por força do acaso relembrei de uma maneira especialmente intencional. Mas a nostalgia por si só se fez um tema mais interessante, e a inspiração não vem mais ao caso.

6 de dezembro de 2011

Quinta-feira

São 18h47. Saio do trabalho às 19h. Tenho pouco tempo para escrever. Tenho pouco tempo para perceber e descrever o turbilhão de coisas que passam por minha cuca. Tenho um medo do desconhecido, uma idéia embrionária, uma espera inacabável. Espera de que? Ah, todo mundo sabe. Todo mundo se pergunta o que se espera, mas todo mundo sabe! A gente tem aqui no peito o medo do medo, a idéia da idéia e a espera da espera. Tenho outra coisa aqui dentro também, mas isso nem todo mundo tem. Alguns são desprovidos, desfavorecidos.. Tenho o amor! O amor do amor, o amor pelo meu amor. E eu amo!

5 de dezembro de 2011

Retalho Cult

O Retalho Cult nasceu com a proposta de disseminar cultura internet afora. Lá, tratamos de assuntos referentes a música, cinema, teatro, poesia, literatura, culinária, turismo e tudo aquilo que se liga de alguma maneira com nossa linha central - cultura. Com um pedacinho de cada segmento formaremos uma colcha de retalhos interessantes para que vocês se divirtam.


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Sobre a autora

Artista. Mineira de sotaque forte, historiadora apegada à memória, produtora cultural estilo faz-tudo. Fotografo, costuro, recorto e colo. Raramente escrevo. Sou idealizadora da revista cultural Retalho Cult.


Contato: luisagontijo123@gmail.com


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