9 de março de 2015

Achado perdido

A mente solta, abruptamente, as rédeas do pensamento e voam alto, juntos. Tão alto que sobe à espinha o calafrio do desnorteio, do descontrole. Não posso perder de vista a mim mesma. Apago a luz, talvez assim me concentre em me trazer de volta. O quarto é tão pequeno, como posso estar tão longe? Toco minha pele. Talvez assim lembre a mim meu limite físico. De nada vale. Como uma pipa a perder-se de vista no céu, localizo minha mente a uma distância inesgotável, perdida e leve. Penso na queda livre, em sua velocidade e lucidez. Algo que me trouxesse à terra firme, talvez assim caísse em mim. Ou me deixo levar por novos ares, por asas fortes, por resignificados. Talvez assim me extrapolasse.