Pela janela do meu trabalho, avisto dois grandes prédios, separados por aproximadamente dois metros. Através da fresta de separação entre os largos blocos de concreto e vidro vejo um pedaço da Serra do Curral, como plano de fundo. Quando eu chego, às 13h, não tenho o costume de olhar diretamente para ela, mas quando vai dando o finzinho da tarde sempre fico namorando-a. Ela fica me chamando e eu correspondo fixamente .. Por essas horas o sol, se pondo do lado oposto, bate diretamente nela, só nela, como se quisesse destacá-la das demais coisas que avisto por minha janela. Os prédios? Ahh, os prédios viram moldura.. Meu professor de História da Arte diria que a Serra seria o ponto de fuga da minha janela. E ela fica lá, tão bonita, tão forte e poderosa, tão verde, tão amarela, tão Brasil! E sinto Minas Gerais, sinto Clube da Esquina, sinto Milton.. e lembro de Camelo: ♫ “Se quiser a paz: Minas Gerais”♪ .
* Do blog antigo - De 07 de outubro de 2011
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