Queria me conhecer, me decodificar. Queria, racionalmente, entrar no meu emocional, no meu inconsciente. Ou no consciente, mas nem isso. Queria tirar umas férias e ir pro interior, pro meu. De fato eu precisaria jogar migalhas pelo caminho pra conseguir voltar pra fora, pra não me perder. Sou um labirinto. Me sinto em um labirinto, procurando a saída, ou a entrada, ou qualquer coisa que não seja isso. Fecho os olhos e é tão escuro. E a escuridão é fria, imensurável, solitária.. E eu me sinto pequena perto de mim, do que não conheço de mim, do nada que conheço de mim. Ir lá no fundo seria, indiscutivelmente, minha viagem mais longa, mais perigosa. Vale a pena? Vale a pena silenciar para ouvir o coração bater, bater, bater? É seguro? É uma ida sem volta, sem consolo materno, sem conselho paterno. É ir sem você. É estar sozinha, estar só comigo, mas tenho tanto medo de mim.. E chorar não me adianta, sorrir não me adianta, o que eu preciso é me adiantar e sair da superficialidade de mim mesma.
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